Criação
Sinopse

O dueto Cabaça Cafuza (universos que se recriam incessantemente) se compõe pelo encontro de dois dançarinos distintos, porém convergentes, que partem se seus lugares de origem, das suas experiências singulares de dança para estabelecerem diálogos sobre o tempo presente, nisso materializar proposições de danças contemporâneas descolonizadas. Códigos, símbolos e signos das danças Afro-indígenas Ancestrais Brasileiras se entrecruzam com códigos corporais pertencentes às danças urbanas, especificamente ao freestyle.

A fusão-acoplamento desses corpos e de seus bailados evocam para a necessidade de estarmos atentos ao passado, como fonte de retroalimentação, no entanto, de “corpo aberto” para conhecer-reconhecer-se nos atravessamentos do agora e nisso estabelecer possíveis conexões e transmutações, deixando-se afetar-aprender-apreender-reinventar-se. Espírito é vida e recriação – Dança é corpo que se move hoje, nutrido das danças ancestrais.
Cultura e arte, ambos existem e se mantem no mundo porque se movem, porque não se petrificam no tempo e trazem a capacidade orgânica de renovar-se, de reconfigurar-se em cada contexto novo que emerge na história. Acordemos nossas danças ancestrais e dancemos os nossos territórios de existência.

"O corpo é inventado, descoberto e rememorável... O corpo é mais que memória. Ele é uma trajetória. Uma anterioridade. Uma ancestralidade. Por isso é preciso fazer o MOVIMENTO DA VOLTA, mas volta não é RETROCESSO. É movimento contínuo e POLIDIRECIONAL.
Trata-se de INVENTAR enquanto se resgata; trata-se de RE-CRIAR enquanto se recupera". (Eduardo Oliveira, Filosofia da Ancestralidade)

Ficha Técnica

Intérpretes-criadores: Gerson Moreno e Ernany Braga
Som e luz: Cacheado Braga
Fotos: Viana Junior

Video
Autor, companhia ou diretor

Cia. Balé Baião

Biografia

A Cia Balé Baião desenvolve um trabalho pioneiro de investigação, pesquisa, produção e difusão de dança contemporânea, com 25 anos de existência e atuação no interior do Ceará/Brasil. Composta por dançarinos-intérpretes-criadores de formação híbrida, a Balé Baião apresenta um balaio diversificado de atividades artísticas, culturais e socioeducativas realizadas na cidade de Itapipoca, região do Vale do Curu/ Litoral Oeste, no bojo da periferia, em assentamentos, comunidades quilombolas e indígenas.
A companhia apresenta no seu repertório espetáculos montados em processos colaborativos, sob direção de Gerson Moreno e artistas convidados.
Sua sede é no Ponto de Cultura Galpão da Cena de Itapipoca onde desenvolve periodicamente ações de pesquisa, formação e fruição artística junto à comunidade.

Vídeo
Responsável

Gerson Moreno

Email de Contato

gersoncafuzo@gmail.com